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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Silêncio
"Fim de tarde, depois do trovão, o silêncio é maior."
O silêncio é bom mas, às vezes é amendrotador. Silêncio interno, obriga-nos a refletir sobre nossas ações, e sofrer. Solidão, palavra que leva só, que leva sol (que lindo), que leva dão, mas às vezes não inclui mais de um, leva lida, lidar talvez, leva si, são (de sanidade). Adoro distranchir as palavras e ver as letras que as compõem. Solidão não é bom, diferente é quere estar só. Solidão é triste. Ainda acho que as pesoas não entram em seus íntimos e dialogam consigo mesmas, por isso não encontram uma dor necessária. Não julgo, também faço isso, mas ela me pega de jeito e me faz estar só nos meus pensamentos, na minha dor. Não quero escrever mais agora, a solidão continua, mas não quero que me arrase. Quero assistir um filme e sonhar, dividir a vida dos personagens com a minha.
Simone Anjerosa de Almeida Camargo
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
"Trabalhei cuidadosamente para não ridicularizar, lamentar ou execrar as ações humanas, mas para compreendê-las; e para isso considerei as paixões... não como vícios da natureza humana, mas como propriedades, tão pertinentes a ela como o calor, o frio, a tempestade e o raio o são para a natureza da atmosfera."
Espinosa em Tratado Teológico-Político, 1986
Centro
“Seria o tempo e o espaço um ciclo? Sendo assim, em qualquer ponto da roda do tempo o passado é futuro, o futuro é passado. E o presente um encontro dos dois, quando tudo está contido em um momento singular e infinito chamado agora. Esse lugar é o coração da nossa consciência onde simplesmente observamos tudo que acontece ao redor, sem julgamento ou desejo de corrigir o que estamos vendo. Assim como o centro da roda fica imóvel, enquanto tudo gira ao redor dela, é retornando ao centro na nossa consciência e sendo serenos que nos permite ver a verdade.”
Mike George, Return to the Centre, Clear Thinking.
Sabedoria
“Sabedoria é conhecimento do perigo, mas sem nenhum medo. É a capacidade de localizar uma curva a distância, uma passagem estreita, a possibilidade de uma colisão; é parar e esperar em paz até que algo passe. Falta de sabedoria é continuar na esperança de que tudo de certo."
Anthea Church
Amor
"A alma deveria ser tão limpa quanto uma agulha. Se o olho da agulha está enferrujado, nada pode passar. Deixe-me ser tão limpo que o fio sutil do amor de Deus possa passar através de mim, alinhavando-nos todos juntos. Quando uma pessoa está fraca ela precisa de força e poder para ficar de pé. Do mesmo modo, a alma precisa do poder do amor e entendimento para ficar de pé por conta própria. Espiritualidade é também chamada de amor. Antes de tudo, aqueles que estão sem poder precisam receber o poder do amor."
Dadi Janki
Alegria
ALEGRIA
"Alegria é uma de minhas virtudes originais. Mesmo estando presente, talvez ela esteja coberta de pó. Porém, quando começo a usá-la e experimentá-la, nada me abala mais. A alegria me permite voar acima das situações complexas e me faz vê-las como pequenas trivialidades abaixo de mim, como se eu estivesse observando tudo de um avião. A alegria me permite enfrentar pessoas em estado negativo, não com brigas ou discussões, mas com amor e compreensão, ajudando elas a se libertar de suas próprias cargas. Alegria é poder."
Nícolas Dan Buis
"Há momentos da nossa vida em que os ventos parecem contrários. Nada dá certo! Nada funciona! Tentamos, tentamos, mas não vamos a lugar nenhum, porque os ventos nos são contrários. Esta é a conclusão a que chega Lucas pelo fato de que nada estava dando certo na viagem de Paulo, que queria chegar a Roma, mas não estava indo a lugar nenhum. Dois anos e meio preso, jogado de um lado para o outro, a vida andando em círculos, patinando, seus dias resumiam-se à vida monótona de uma cadeia.
Finalmente, parecia que tudo ia dar certo: ele conseguiu embarcar em um navio que estava partindo para Roma.
Diz o texto que os ventos voltaram a soprar contrário e a viagem de Paulo tornou-se mais um problema, mais uma dificuldade e mais uma provação.
O que fazer quando tudo parece conspirar contra a nossa vida? O que fazer quando, por mais que tentemos nós, não conseguimos ir a lugar nenhum? O que fazer quando em nossa vida os ventos sopram contrário, os céus estão blindados, Deus parece estar silente e o nosso barquinho começa a ser açoitado pelas ondas da vida?
Esse texto nos dá algumas dicas preciosas para enfrentarmos esses momentos de crise:
Devemos reavaliar as nossas prioridades. A crise tem esse efeito didático em nossas vidas. Ela nos leva a reavaliar as nossas prioridades. E é exatamente isso o que Paulo e seus companheiros de viagem fazem naquele momento crítico da viagem. Diz o texto que eles não tiveram receio de jogar fora os seus pertences (vv. 18, 19 e 38).
A crise nos leva a reavaliar as nossas prioridades. Ela nos faz ver aquilo que realmente é importante e aquilo que não é importante. Então quando o barco da nossa vida estiver sendo açoitado, é hora de rever as prioridades, é hora de jogar ao mar aquilo que não tem muito valor e nos agarrar àquilo que realmente importa.
Devemos nos agarrar às promessas iniciais de Deus. O navio estava sendo açoitado de um lado para o outro, todo mundo desesperado, mas havia alguém sereno dentro do barco. Quem era? Paulo. Porque ele tinha uma promessa inicial de Deus, dita pelo anjo que aparecera para ele na noite anterior: ele, apesar de todas as dificuldades, iria chegar a Roma para testemunhar Cristo perante César.
Os ventos eram impiedosos, o navio estava se partindo, mas Paulo estava sereno porque sabia que Deus jamais deixou de cumprir as Suas promessas. Portanto, quando o barco de sua vida não estiver indo a lugar nenhum por causa dos ventos contrários, agarre-se às promessas de Deus, porquanto são infalíveis.
Devemos lembrar que Deus não promete sermos poupados de sofrer, mas promete sermos poupados no sofrer. Um anjo do Senhor aparece para Paulo, consola-o e anima-o. Porém, não o saca da tempestade. Dá ânimo, mas não lhe poupa do sofrer.
E aqui está o nosso privilégio em termos fé. Deus não nos poupa DE sofrer. Deus nos poupa NO sofrer. Não nos dá pernas ágeis para correr, nos dá ombros largos para suportar o peso da cruz.
Quando o barquinho das nossas vidas estiver sendo açoitado pelos ventos que nos são contrários, devemos sempre nos lembrar dessas verdades que nos dão a certeza de que nossas vidas estão seguras nas mãos do nosso Deus e que toda crise obedece a um propósito determinado dentro de Seu plano eterno."
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